Todo numero de trafego no EdgeGuard e visto do ponto de vista da sua rede.
"Download" e o que entra para os seus clientes. "Upload" e o que sai deles.
Para conseguir dizer isso, o sistema precisa saber quais enderecos sao seus.
Cada equipamento tem uma lista de prefixos, os blocos CIDR. Um endereco
dentro dessa lista e seu; qualquer outro e externo.
Essa lista alimenta quase tudo: a separacao entre download e upload, o painel
de visao geral de trafego, a deteccao de spoofing e a escolha de alvo da
mitigacao. Lista vazia ou incompleta significa numero errado em varias telas ao
mesmo tempo, sem nenhuma mensagem de erro.
O EdgeGuard descobre a lista sozinho a partir do BGP e do fluxo observado, e
sugere o que faltou. A autodescoberta soma prefixos, nunca remove.
A segunda metade da resposta e a interface. As portas de transito, de IX e
de peering sao marcadas como uplink. Com isso o sistema distingue:
| Situacao | Leitura |
|---|---|
| Entra pelo uplink, destino em bloco seu | Download de cliente |
| Sai pelo uplink, origem em bloco sua | Upload de cliente |
| Entra pelo uplink, destino fora dos seus blocos | Transito passando, ou marcacao faltando |
| Sai pelo uplink, origem fora das suas | Candidato a spoofing |
Se um uplink nao esta marcado, o trafego dele vira "cliente" e infla os
numeros de consumo.
Um mesmo pacote pode ser exportado por mais de um equipamento no caminho. Ao
somar a frota inteira, parte do trafego aparece duas vezes. Por isso os paineis
de capacidade sao lidos por equipamento e por interface, nao pelo total da
frota. Onde a soma da frota aparece, ela serve para tendencia, nao para
dimensionamento.